quinta-feira, 9 de junho de 2011

Louvor Inspiraçao ou Imitaçao?

O ministério de louvor e adoração tem crescido muito nos últimos anos.
Esse crescimento é notório e tem levado grupos e ministérios a se aperfeiçoarem tanto espiritual como tecnicamente.
Aulas de canto, técnica vocal e estudos sobre música já fazem parte do currículo de muitos ministros de louvor.
É o evangélico buscando se adequar às “exigências” do mercado fonográfico gospel, que tem primado pela qualidade técnica e espiritual de seus músicos.
O reconhecimento vem do meio secular. Não há como negar que a mídia, ainda que de forma discreta, tem dado espaço para apresentações de grupos e bandas evangélicas em programas que, até pouco tempo, não davam essa abertura.
Na Internet, são vários os sites seculares que dispõe de uma lista classificatória com as músicas mais ouvidas pelos internautas. Os evangélicos aparecem entre eles.
Mas, se por um lado essa busca pelo aprimoramento traz benefícios ao meio evangélico – pois, sem dúvida, coloca o nome de Jesus em evidência –, por outro, tem levado muitos ministérios a procurarem meios de aperfeiçoamento de forma questionável.
O que dizer, por exemplo, de grupos evangélicos que buscam nas músicas seculares de MPB, jazz, bossa-nova etc. inspiração harmônica e melodiosa para compor suas canções? O cristão precisa disto? O assunto é polêmico e gera opiniões divergentes. O Evangelista Vilson Campos analisa.
 “Estudando a Bíblia, nós encontramos diversos textos que nos ensinam sobre a graça comum. A Bíblia diz que Deus ‘faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos’ (Mt 5.44, 45).
Em outro lugar, encontramos Paulo falando acerca da graça comum aos moradores de Listra (At 14.14-17). Graça comum, portanto, é toda boa dádiva que Deus derrama, indistintamente, sobre maus e bons, crentes e incrédulos.
E, no meio dessas dádivas, dentre outros presentes, nós encontramos a inteligência e a criatividade. Ou seja, Deus dá inteligência e criatividade tanto a crentes como a incrédulos.
Portanto, é possível se encontrar um incrédulo cheio de capacidade musical, capacidade essa dada pelo próprio Deus. Assim, não é porque a pessoa é um incrédulo, que um crente não pode aprender dela alguma técnica ou estilo musical.
Devemos ser cautelosos para não rejeitar as coisas boas que os incrédulos fazem como se fossem totalmente más. Afinal, ‘toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes’ (Tg 1.17).”
Vilson Campos , diretor  do Projeto Cristo para todos em Palmas -TO  comenta o assunto.
“Quanto aos ritmos de todos os estilos musicais, acredito na redenção, ou reapropriação, se assim posso chamar.
O Evangelho traz o poder da redenção, a qual deve chegar também à cultura onde os homens estão inseridos.
Hoje nenhum evangélico precisa ser alimentado com músicas de inspiração duvidosa, pois, graças a Deus, existem vários grupos, bandas e ‘artistas’ cristãos que estão produzindo músicas de vários estilos com qualidade musical, unção e mensagem.
Levando, assim, a redenção de Cristo não apenas para as pessoas, mas, sobretudo, transformando também a cultura delas sem destruir as raízes onde essa pessoa se encontra enquanto indivíduo. ”
Completa a sua fala explico a diferença entre música e adoração.
“Quando falamos na questão de música, temos que primeiramente entender que a música em si mesma não é adoração.
A adoração genuína é algo que está relacionado com obediência ao que o Senhor lhe pede.
A música é apenas uma forma de manifestarmos os nossos sentimentos e estilo em relação a essa atitude de adorar a Deus.
“Com a música também podemos até mesmo orar, como vemos em todo livro de Salmos”, ressalto Como ministro da palavra de Deus.
ESCLARECIMENTOS
Para diferenciar música cristã de música não cristã, muitas pessoas, em especial os evangélicos, utilizam o termo “música mundana”. O que tem de verdade nisto?
“Compomos músicas evangélicas, mas não existem ritmos evangélicos, instrumentos musicais evangélicos, acordes evangélicos ou notas musicais evangélicas, pois são universais.
Então, o que haverá de evangélico em nossas músicas? A mensagem e a unção. Creio que, na maioria das vezes, o Senhor nos dá uma mensagem e nós escolhemos as palavras, o ritmo e a melodia.
Ele nos dá o conteúdo e nós definimos a forma. O Senhor pode nos ensinar um ritmo novo, mas não conheço nenhum compositor cristão que tenha tal experiência.
O Senhor pode usar alguém que nada sabe de música. “Porém, temos visto que Ele está usando aqueles que aprenderam previamente e que, em muitos casos, aprenderam com os ímpios.” O que Moisés aprendeu com os egípcios foi usado por Deus para tirar Israel do Egito. É verdade, porém, que Moisés tinha, além da cultura egípcia, o poder de Deus.
Aí está à diferença. Em nossas músicas, a melodia deve sempre ser inédita, embora o ritmo não o seja. Caso contrário, estaremos fazendo plágio, e isto é crime”. “Na verdade não existe música cristã, pois música é música em qualquer lugar, com 7 notas naturais e suas variantes.
A mesma música, falando em termos de notas musicais, que você usa para compor uma canção que adora a Deus, alguém usa para adorar ao diabo. O que existe são letras cristãs e ministros cristãos. “Esta é a diferença”.
 A questão, ressaltando um ponto chave: a unção que está sobre a vida de cada compositor e músico.
“Muitos pensam que se fizerem uma música bonita vão trazer unção, porém a unção está na pessoa. Por melhor que seja uma música com letra não cristã, eu não escuto devido a unção que está na vida daquela pessoa que compôs.
A música tem sete notas naturais e o número ‘7’ nas Escrituras significa descanso, perfeição.
A música foi criada por Deus para o Seu louvor e glória, e nenhum músico que é realmente chamado por Deus para esse ministério, precisa disso, pois a sua inspiração está em Deus.”
MOTIVAÇÃO
O que deve ficar claro para cada compositor é qual o objetivo e a motivação ao compor uma canção.
Será que o desejo do coração é agradar a Deus e alcançar vidas, ou é apenas uma questão comercial e de status?
Se a motivação for à segunda opção, com toda certeza, será mais uma imitação daquilo que já é feito lá fora.
Porém, se o objetivo for fazer à vontade de Deus a inspiração virá por meio do Espírito Santo, pois é Ele quem nos inspira tanto a compor como a produzir algo.

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