Quando Ele nasceu Deus abriu a cortina, porém, só um pouco. Na sua morte ela foi rasgada de alto a baixo e o trono da graça nunca mais foi coberto.A nossa existência gira em torno daquilo que pensamos, e em função das coisas que cremos. Assim, justifica-se a variação de conceitos entre os homens dando a cada um o direito de viver de acordo com suas convicções e crenças com os mais variáveis modelos.
Porém, se isso tem seu lado bom em razão do respeito à liberdade de escolha, por outro lado gera conflitos nas relações, pois, quem por mais seguro que esteja de suas convicções poderá garantir que elas sejam uma verdade absoluta?
Aí os caminhos se entrelaçam, gerando congestionamentos, às vezes infindo, com sinalização incerta, estando entre eles o caminho da religião com suas vicinais que na maioria das vezes só confundem.
“Deus usou a natureza com sua linguagem silenciosa, falando de forma inconfundível”
“Deus usou a natureza com sua linguagem silenciosa, falando de forma inconfundível”
Mas um bom pai não se ausentaria para sempre de seus filhos sem lhes dá notícias, nem os deixaria na ignorância absoluta das coisas. Deus como pai perfeitamente amoroso que é, enviou-nos várias notícias com a finalidade de nos manter informados de algumas verdades exclusivamente Dele, pois só Ele tem a verdade absoluta.
Ciente dessa necessidade de revelar-se, Deus usou a natureza com sua linguagem silenciosa, falando de forma inconfundível de um Ser Criador e infinitamente inteligente. Depois os Anjos com suas aparições tiofênicas, os homens profetas, a escrita sacra. E, finalmente veio Jesus Cristo a maior de todas as revelações na sua forma humanizada como modelo de identificação perfeita com a espécie humana: “o verbo se fez carne”(Jo I:14).
Parece ter chegado ao fim de uma decisão final. Numa noite límpida e fria em Israel, Deus decidiu abrir a cortina, rasgar o véu e depois de despojar seu enviado, o Filho Eterno do seu amor, fazendo-o descer desnudo e igual aos homens, trazendo consigo a maior revelação da vida após a morte, padrões de relação de convivência e a missão de realizar um sacrifício único e capaz de salvar todos os homens que Nele crê.
João Gomes da Silva é escritor, teólogo, conferencista e coordenador do Seminário Teológico Paulo Leivas Macalão, em Colinas do Tocantins. E-mail:revjoaogomes@gmail.com
2 comentários:
Quero parabenizar o ilustre articulista pela abordagem lúcida e bem fundamentada do assunto em tela
Foi muito bem esplanado o artigo por João Gomes. Profundo.
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