terça-feira, 17 de maio de 2011

CNBB diz em nota que não reconhece decisão do STF sobre união homoafetiva

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quarta-feira uma nota a respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu, na última quinta-feira, a união estável entre casais homossexuais. A CNBB disse que respeita a decisão do Supremo, mas que "tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher". Confira a nota:

"Nós, bispos do Brasil em Assembleia Geral, dos dias 4 a 13 de maio, reunidos na casa da nossa Mãe, Nossa Senhora Aparecida, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar e esclarecer a respeito da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Saudamos todas as famílias do nosso País e as encorajamos a viver fiel e alegremente a sua missão. Tão grande é a importância da família, que toda a sociedade tem nela a sua base vital. Por isso é possível fazer do mundo uma grande família.

A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural. As Sagradas Escrituras, por sua vez, revelam que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os destinou a ser uma só carne (cf. Gn 1,27; 2,24). Assim, a família é o âmbito adequado para a plena realização humana, o desenvolvimento das diversas gerações e constitui o maior bem das pessoas.

As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana.

As uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo recebem agora em nosso País reconhecimento do Estado. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos.

Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma. É um fato real que a família é um recurso humano e social incomparável, além de ser também uma grande benfeitora da humanidade. Ela favorece a integração de todas as gerações, dá amparo aos doentes e idosos, socorre os desempregados e pessoas portadoras de deficiência. Portanto, tem o direito de ser valorizada e protegida pelo Estado... Continuar lendo nota. Fonte: Terra

Tocantins

Pastor Claudemir Lopes


O Jornal da Missão entrou em contato com o presidente da OMEP -TO pastor Claudemir Lopes para saber a posição da entidade frente a posição do STF, mas até o momento a OMEP-TO não se manifestou a respeito do tema publicamente.

Claudemir Lopes tem um bom trânsito no municipio, ele é atualmente assessor especial do Prefeito, suplente de vereador na capital, goza de prestígio junto ao vice-governador do Estado João Oliveira membro da AD CIADSETA, é de alguns deputados estaduais entre eles Eli Borges e Marcello Lélis.

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